sexta-feira, 9 de novembro de 2012


Filme de Luiz Gonzaga atrai aposentados para o Cinema

                                

Por Clécia Rocha

Desde a sua estréia, o filme “Gonzaga - De Pai para Filho”-, tem atraído vários admiradores da cultura nordestina para as salas de cinema. Na capital paulista, o drama que conta a história do rei do baião apareceu como mais uma oportunidade para os nordestinos que moram em São Paulo relembrarem a cultura dos seus estados.

Natural da cidade de Santo Estevão, interior baiano, o aposentado Elpídio Barrêto, nos contou que a obra cinematográfica de Breno Silveira                                                                             dedicada á Luiz Gonzaga, é uma forte homenagem para o povo nordestino que vive nas cidades do Sul. “Tive a oportunidade de assistir ao filme e digo que foi uma coisa muito boa que fizeram principalmente para quem é paulistano nato e não conhece nada do nordeste. A homenagem não foi apenas para o Luiz Gonzaga, mas sim para o povo nordestino”, disse.

Acompanhado da esposa no cinema, o aposentado relatou que reviveu os tempos de jovem quando morava na zona rural. “Das músicas que passou no filme, o que mais me fez voltar a minha época de mocidade foi a música Juazeiro, que a gente canta e não sabe sua verdadeira origem, o porque dele fazer uma letra que as vezes parece sem sentido mais com significado profundo”, recorda.

Para a esposa do aposentado, Lurdes Barrêto, o filme retrata bem a alegria do Nordeste. “Quem não conhece o Nordeste e assiste o filme, se apaixona pela região, nele qualquer pessoa identifica que a alegria é característica única do nordestino”, ressaltou.
Ainda de acordo com a esposa do aposentado, há vários anos que o casal não saia para passear. “Quando acompanhamos na televisão que iria ter o filme de Gonzaga logo nos programamos, assistir o drama foi mesmo que viver o baião do rei” pontuou.

Confira o thiller na página VÍDEOS acima.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

"Cearês X Evangeliquês"

Há uns cinco anos atrás presenciei um choque de dialetos.
O Ceará, conhecido pelas belezas naturais, pelos problemas sociais sérios e que merecem cuidados, também é conhecido pela forma como as pessoas falam, ou seja, pelo seu dialeto, o "Cearês".
Não que isso seja exclusividade cearense, mas alguns ambientes desenvolvem com mais facilidade expressões e jargões que só são compreendidos por quem os freqüenta. Um exemplo são as igrejas que falam o "evangeliquês".
E foi justamente no início da madrugada de um sábado que ouvi uma das frases mais originais que lembro, onde o "cearês" e "evangeliquês" se confrontavam.
Meu vizinho estava bêbado (até hoje é difícil encontrá-lo sóbrio, pois é dependente do álcool) e discutia em voz alta com sua irmã. Quanto mais eles falavam mais os outros vizinhos ascendiam às luzes para ver o que estava acontecendo. Mas o que chamou minha atenção foi o final daquela discussão: "Num bote boneco, não cumade! Fique aí na sua!" - disse ele. "Troço desse só serve pra perturbar nosso juízo!" - disse ela.
"Quem mandou mexer comigo? Agora eu vou lhe aperriar até dizer chega!" - retrucou ele.
"Tá é queimado, tá é queimado, tá é queimado em nome de Jesus!" - bradou ela.
"Ora... Se Jesus já quer é tirar o "nêgo" do fogo! Como é que pode tá queimado?" Perguntou ele, o que pôs fim a discussão.
Minha reação na hora em que ouvi isso foi um misto de riso e choro.
Riso pela forma genial do trocadilho. Não conseguiria ter dado uma resposta melhor e acabar com a discussão. Choro por ouvir o clamor de alguém bem perto de mim e permanecer alheio.
Para escrever essa história pedi a autorização do meu ex-vizinho, que quase me derrubou da cadeira quando foi se levantar do meio fio da Praça Argentina, onde nós conversávamos.
É... Esse cara precisa de apoio. Só assim ele terá a oportunidade de escolher trocar a "água que o passarinho não bebe" por "Água Viva"!
Sei que o desafio é grande: compartilhar com alguém algo que nos custe muito, principalmente o tempo!
Feito por: Welder Cavalcante 
http://estradasou.blogspot.com

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Conhecendo melhor o Dialeto Pernambucano

Geralmente quando agente vai conhecer um lugar é bom saber pelo menos algumas girias e dialetos lá existentes, agora chegou a vez de Pernambuco ser o estado em questão...Ele é muito conhecido na mídia pelo seu carnaval e nele possuir o maior bloco do mundo, o "Galo da madrugada". Então quando você for fazer uma visitinha por lá já vai ficar por dentro de algumas gírias e palavras apartir de agora!

Coisas para ficar atento no carnaval de Pernambuco:

Quando você estiver pulando com o Galo da madrugada, se alguém lhe chamar de cangalha (penas arquedas) não se importe e preste muita atenção pra não levar uma chapoletada (pancada forte) na cabeça, pois em meio a muita gente é preciso ficar atento, então você procura alguém pra chamegar (namorar) pode até ser uma pessoa cheguei (de gosto duvidoso relacionado a modo de se vestir), mas vai ver é a pessoa da sua vida, mas como você ta com um amigo(a) e não quer deixa ele sozinho(a) é ai que você vai cortar jaca ( ajudar seu amigo a arrumar alguém para namorar), nesse caso pode até comer brocha (passar por apuros), mas sempe fica tudo bem e você  curti seu carnaval bem acompanhado (a).


Por Deise Campos

sábado, 23 de abril de 2011

Conhecendo melhor o dialeto Sergipano


Para quem vai passar por alguma cidade do estado de Serpige é interessante conhecer algumas expressões ruins para que você não fique perdido nas palavras. O dialeto sergipando é muito caracterizado por manter em suas palavras nomes de doenças como adjetivo de pessoas ruins ou também como aumentativo á algo ou alguma coisa, como por exemplo:

Da bexiga = Com grande intensidade. Ex: Eu to com um cansaço da bexiga!
Da gota serena = Com grande intensidade. Ex: Menino danado como a gota serena!
Filho da gota serena = coisa ou pessoa ruim.
Filho da peste = coisa ou pessoa ruim.
Filho do cabrunco = Coisa ou pessoa muito ruim.
Filho do cancro = Coisa ou pessoa ruim.
Filho da moléstia = Coisa ou pessoa ruim
Bexiguento = Pessoa que não vale nada.
Cabruquento = Pessoa que não vale nada.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Conhecendo melhor o dialeto baiano


Para vocês que só conhecem o dialeto baiano pelas novelas, não conhece nada, pois ali é uma forma artística de reproduzir esse sotaque tão extenso. A Bahia possui um território de 559.951 km2 e por isso existem várias formas de dizer a mesma coisa na Bahia. O baiano tem uma característica própria de reduzir as palavras como, por exemplo:

Colé, meu bródi! = Olá, amigo.
Colé, misera! = Olá, amigo.
Colé, men! = Olá, amigo.
Diga aê! = Olá, amigo.
Diga aê, negão! = Olá, amigo. (independente da cor do amigo)
E aí, viado! = Olá, amigo. (independente da opção sexual do amigo)
E aê, meu rei!? = Olá amigo.
Ô, véi! = Olá amigo.
Diga, mô pai! = Oi para você também, amigo!
ÊA! = Olá, amigo.